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Niyama

Do que você está fugindo?

Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida..

“A zona de conforto é um lugar lindo. Pena que nada cresce nela.”

Essa frase tem aparecido pra mim com frequência. E me faz pensar o quanto a gente passa boa parte da vida fugindo. 

Todos nós fugimos de alguma coisa. Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Aquela ida ao médico ou à academia. Aquela situação chata no banco. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida.

Tem coisas que me incomodam muito. E é surpreendente o quanto é difícil mudá-las. Parece que, muitas vezes, preferimos o sofrimento conhecido à possibilidade de algo melhor. Cheguei à conclusão que fugimos de tudo que pode trazer mudança. Porque mudança traz desconforto. E como a gente odeia desconforto, né? Então é mais fácil fingir que está tudo bem. Que é uma fase, que vai passar. O problema é que já está desconfortável. E se a gente para pra escutar, de verdade, lá naquele cantinho escondido do coração, já sabemos o que nos incomoda. Sabemos qual é o problema. E provavelmente sabemos o que precisamos fazer pra resolver. Mas sempre tem aquele questionamento que chega até a ser inconsciente: e se der errado? E se não terminar do jeito que eu gostaria?

Bom, provavelmente não vai. Mas a vida tem um jeitinho bem legal de surpreender e, quem sabe, até de mostrar com vários sinais o caminho que a gente precisa seguir pra descobrir como trilhar os próprios passos. Não dizem que Deus escreve certo por linhas tortas? Na hora, a gente não entende, mas se conseguimos enfrentar nossos medos, depois que passa o furacão, quase sempre dá pra olhar pra trás e observar, aprender e entender muita coisa.

O medo do desconhecido é normal. É comum. E até ajuda a tomar decisões de uma forma um pouco mais consciente e alerta. Mas quando o medo paralisa, faz a gente mesmo se obrigar a viver de uma maneira que provavelmente não é a melhor ou a mais saudável. Quando a gente foge, acaba andando em círculos. O único jeito de quebrar esse ciclo é levantar a cabeça e dar aquele passo para o lado. De repente, um novo trajeto vai se montando e a gente vai descobrindo um novo jeito de caminhar.

E você? Está fugindo de quê? Pense nisso. A melhor maneira de ficar zen é enfrentar o que você teme. O resto é disfarce.

*Texto lido no bloco Momento Zen, do programa Carona, da Rádio ABC 900 AM

Você está conectado consigo mesmo?

No yoga, falamos muito em dharma. Propósito. Você sabe qual é o seu? .

Ao longo da semana, me deparei com um texto que me ajudou a entender muito uma sensação de desconforto com a qual convivi bastante em 2017.

O texto, de Gustavo Tanaka, enumera nove sinais para identificarmos se estamos desconectados de nós mesmos. No yoga, falamos muito em dharma. Propósito. Quando nos desviamos dele, muitos sinais aparecem: desconforto, situações dando errado repetidamente, auto sabotagem, sentimentos ruins.

O primeiro são oscilações de humor. Momentos e dias de euforia, amor e pensamentos positivos e outros de dor, sofrimento, angústia e pensamentos negativos. Veja bem, isso é normal no nosso dia a dia. Pode ser considerado um sinal quando essa oscilação é excessiva e ocorre com frequência. Quando estamos conectados com a gente mesmo, enraizados com nosso propósito e tranquilo com quem somos, oscilamos menos. Como diz o ditado, quando a raiz é profunda, a árvore não balança tanto.

O segundo sinal, segundo o texto, é lembrar menos dos sonhos. Eles costumam ser uma boa fonte de inspiração e criatividade e uma excelente representação do seu subconsciente. Quando lembrar deles, anote e reflita. Eles são muito influenciados pela rotina que você leva.

O terceiro sinal é a dificuldade para meditar. Muitas pessoas não tem essa prática inserida em sua vida, mas ela é excelente para acalmar o fluxo de pensamentos e trazer clareza mental e firmeza de propósito. E o mais irônico é que quanto mais dificuldade temos para meditar, quanto menos sentimos “vontade”, mais estamos precisando.

O quarto sinal é a aceleração. Eu costumo perceber isso quando percebo meu fluxo de pensamentos ou minha fala encadeando um assunto no outro, como se eu tivesse de resolver tudo em um minuto. Isso traz muita ansiedade e nubla minha visão de vida. Um ritmo saudável de produtividade e fluxo de ideias é ótimo. Mas viver acelerado não faz bem, não é saudável e traz ansiedade. E a ansiedade, segundo o texto, é falta de presença. Você está em outros lugares, e não no aqui e no agora.

O quinto sinal são conflitos com outras pessoas. Em um curso de yoga, ouvi da minha professora algo que procuro levar para a vida. Sua relação com as outras pessoas é um excelente termômetro para “medir”, digamos assim, seu contentamento e como é seu estado mental. Quando estamos mais conectados com a gente mesmo, conseguimos entender melhor o que a outra pessoa precisa ou o que quer dizer. Nos focamos menos em percepções errôneas do que os outros estão falando e fazendo e passamos, também, a gastar menos energia em conflitos que não levam a lugar nenhum.

Outro sinal é que percebemos mais o que o universo está querendo nos dizer. Nosso corpo fala muito conosco sobre como estamos nos sentindo, se estamos acelerados demais, se precisamos de descanso, se precisamos nos cuidar mais. E o universo também. Sabe aquela relação com determinada pessoa que, por mais que você, ou vocês, tentem, não dá certo de jeito nenhum? Talvez não seja para acontecer. Algo que sempre tento fazer (e ajuda muito) é pensar: o que esta situação está tentando me ensinar? O que posso aprender com isso? Quando estamos mais conectados, fica mais fácil ver as coisas assim.

Além disso, se nos desconectamos de nós mesmos, passamos a confiar menos na nossa intuição. E ela é sábia, e vem de dentro. Há também, normalmente, uma piora na saúde. Passamos a comer coisas que não são saudáveis, não temos vontade de fazer exercício, dormimos mal, temos menos disposição. E o corpo reclama e mostra as consequências dessa desconexão.

Em suma, a vida parece que não está encaixada. Quando mais eu me desconecto, mais bagunçada as coisas parecem ficar. Tarefas se acumulam, a energia diminui. Por isso, é preciso parar um pouco. Reexaminar. E, se necessário, recalcular a rota, um dia de cada vez, uma decisão por vez.

Tenha um ótimo fim de semana!

Fonte: Conti Outra

Palestras e workshops de meditação em São Leopoldo

Confira a programação de fim de ano da Brahma Kumaris.

Não precisa ser resolução de Ano Novo. Que tal entrar em 2018 já buscando um dia-a-dia mais tranquilo? A Brahma Kumaris oferece uma série de palestras e workshops de meditação. Confira a programação de dezembro na sede da organização em São Leopoldo (Rua Jorge Naamann, 47, Centro):

09 | Das 15 horas às 17h30 | Workshop | Escolha a Calma: Confiança

10 | 18h30 | Meditação | 19 horas | Palestra | Celebrando o Natal 

17 | 18h30 | Meditação | 19 horas | Palestra | Atitudes para uma boa convivência

Além disso, às quintas-feiras, às 19 horas, ocorre uma meditação conduzida. Ainda, às terças (19 horas) e aos sábados (8h30), para quem já concluiu o curso de Meditação Raja Yoga, há um evento de Espiritualidade Prática. 

A Brahma Kumaris também organiza, todos os sábados, às 9 horas, uma palestra aberta ao público em Canoas, na Avenida Dr. Severo da Silva, 1318, sala 104, bairro Moinhos de Vento. Mais informações pelo telefone 3592-6466, e-mail sao.leopoldo@br.brahmakumaris.org, www.brahmakumaris.org/brasil e Facebook.com/bksaoleo.

Experiencie. A meditação é uma forma excelente para se conhecer melhor, aprender a reconhecer os nossos padrões de pensamento e, a partir daí, empoderar-se para tomar as rédeas da própria vida e vivê-la com mais consciência e tranquilidade. 

Links

YouTube | Meditações, palestras e animações

YouTube | Entrevistas

Aplicativo da Brahma Kumaris | Meditações, programação, mensagens

10 maneiras de se empoderar para criar mudanças positivas

Culpa, cansaço, raiva e frustração são normais, mas não ajudam a promover a mudança.

Com o fim do ano chegando, a gente sempre acaba olhando pra trás e fazendo uma avaliação do que passou - ou, então, desejando o que queremos para o ano que chega.

2017 foi tenso. Se pararmos para prestar atenção no lado negativo do estado de espírito da sociedade como um todo, é possível perceber muita polaridade, ódio, tristeza e cansaço. Muita gente sente que já não aguenta mais uma série de situações - seja nas suas vidas pessoais ou na sua cidade, estado ou país. Só que as sensações de fadiga, mãos atadas, raiva e frustração, embora sejam muito naturais, não ajudam a promover mudança.

O hábito de reclamar, xingar ou compartilhar posts nas redes sociais, assistir a notícias repetidamente e reclamar para amigos ou família apenas alimentam os sentimentos ruins de que não estamos conseguindo fazer nada. Ajudam muito pouco a nos melhorarmos individualmente e como sociedade. Então o que podemos fazer?

No site Yoga International, uma instrutora de yoga e meditação relata uma experiência interessante que decidiu ter, durante esse ano. Molly Birkholm fez uma resolução de não reclamar sobre nada que não estivesse, de alguma forma, trabalhando para mudar. Com o passar dos meses, concluiu que há dez atitudes que todo mundo pode tomar para se empoderar e de fato criar ações para a mudança, seja no âmbito pessoal ou global.

1. Conecte-se consigo mesmo e com o que você sente, com as emoções que podem estar surgindo. Cuide de você mesmo e busque maneiras de manter-se centrado no dia-a-dia.

2. Tenha em mente que se sentir mal por alguma coisa não muda nada. É importante sim deixar vir as emoções e senti-las, mas quando tristeza, raiva ou medo superam a nossa habilidade de agir, perdemos nosso poder de mudança.

3. Concentre-se nos problemas que tocam o seu coração. E tome uma atitude em relação a eles. É muito fácil a gente se distrair com problemas alheios. Mas o que realmente afeta a sua vida? Onde você consegue, de fato, fazer alguma diferença?

4. Evite ficar sobrecarregado. Ninguém precisa carregar o mundo nos ombros.
E em situações desafiadoras, concentre-se no lado positivo - nem que isso seja o que você pode tirar de aprendizado da situação.

5. Encontre uma comunidade. A gente consegue fazer mais coisas quando nos unimos. Busque pessoas que também se identificam com a sua causa e alimente-se dessa energia de trabalhar de forma coletiva.

6. Pratique auto-compaixão, paciência e reflexão. É comum nos concentrarmos em o que podíamos ter feito ou que devíamos ter feito mais e melhor. Isso acaba nos desencorajando, muitas vezes, e minimiza a importância dos nossos esforços. Pensar mais positivamente ajuda o cérebro a se desacostumar com o padrão negativo e isso pode aumentar a sua proatividade.

7. Seja resiliente e evite desencorajamento. Se você busca uma mudança cultural ou comportamental, de alguma forma, lembre-se que isso não acontece da noite para o dia. O progresso não é sempre linear e a adversidade e maus momentos virão, mas a melhora só acontece com o tempo. Plante sementes.

8. Priorize seu tempo. É comum pensarmos que não temos tempo suficiente para ajudar. Mas temos. Dizer “não tenho tempo para isso” é uma maneira mais suave de dizer “não priorizo isso”. E tudo bem! Mas pense em aonde você investe o seu tempo e se isso de fato lhe traz satisfação e desenvolvimento.

9. Cuide de si mesmo. Ajudar os outros ou promover mudança exige energia. E você não pode dar energia se está faltando para você. Lembre-se de reservar um tempo pra você mesmo. Elimine atividades que podem parecer relaxantes, mas ocupam a mente, como olhar a timeline do Facebook ou assistir televisão por horas. Busque atividades que conectem você com você mesmo e seus pensamentos.

10. Não esqueça do poder do pensamento positivo, da energia positiva, da oração e da meditação. São formas excelentes de manter você mais em paz no meio da adversidade. Na próxima vez que medo ou preocupações surgirem, deixe que eles se cerquem de amor, presença e compaixão.

Como disse a Molly, o mundo pode ser mudado por pessoas que conseguem sentir o sofrimento e comparecer para tomar uma atitude. Só sofrer, não ajuda.

Tenha um ótimo fim de semana!

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