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Blog do Rodrigo Becker

Busato chama empresários: decreto 'fecha-tudo' pode ser flexibilizado

Por Rodrigo Becker

Por enquanto, não muda nada: Canoas segue adotando a estatégia do isolamento social, comércio fechado e todas as regras contra a aglomeração de pessoas seguem em pé - inclusive as mais duras, iniciadas na segunda-feira, 23, e que valem até pelo menos o dia 9 de abril. Mas uma reunião de cerca de uma hora entre o prefeito Luiz Carlos Busato (PTB) e representantes das entidades empresariais na tarde desta quarta-feira, 25, mudou a perspectiva do período de vigência dessas medidas. E embora o encontro não tenha acontecido por conta do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro que pediu o fim do confinamento, esse foi, claro, um dos elementos da discussão - além do dado estatístico de que a curva do número de casos de infecção por covid-19, em Canoas, está menor do que o esperado.

"Primeiro demos um mandrake: paramos tudo. E em sete dias, já temos muitas ações que ajudaram a segurar o avanço do vírus. Hospitais de campanha foram erguidos, providenciamos cerca de 650 novos leitos, o Hospital Universitário está de prontidão para pacientes com o coronavírus, em breve teremos mais 10 leitos de UTI na sala amarela do Pronto Socorro, vacinação de idosos a todo vapor, Clínica da Criança que vai ser inaugurada também nos próximos dias. E a curva de crescimento da pandemia é menor do que prevíamos. Está mais lento e isso nos dá um alento", disse o prefeito. "Agora é hora de irmos avaliando".

O prefeito garante que, por enquanto, não muda nada - mas que o governo está aberto para repensar as medidas, especialmente as que provocam maior impacto sobre o comércio da cidade. "Não concordo 100% com o que disse o presidente Bolsonaro, mas também não podemos deixar a economia de lado".

Nessa perspectiva, é possível que haja uma flexibilização do decreto 'fecha-tudo' já a partir de sexta-feira, quando governo e entidades se encontram novamente. "Transportadoras, por exemplo. É um setor vital, que traz alimentos. É um eixo que não pode parar", adianta Busato.

Vale lembrar que, desde a semana passada, antes do conjunto de decretos com todas as restrições serem publicados, o prefeito já vinha chamando os empresário para o téte-a-téte sobre o impacto dessas medidas. E quando resolveu baixá-las sobre a cidade, teve a anuência deles para o 'remédio amargo'. Nada mais justo que dividir com eles, agora, o destensionamento possível - se é que ele pode acontecer.

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