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Cotidiano | Viver com saúde Bem-estar

Terapia de casal: chega de tanta DR, é hora de uma solução

Terapia mostra que é possível encontrar estratégias saudáveis para resolver conflitos, muitos deles ligados à própria relação

Por Adriana Lima
Última atualização: 01.12.2019 às 09:39

Terapia de casal não serve para afastar os parceiros, mas sim buscar soluções eficientes para ambos Foto: Adobe Stock
Relações repletas de príncipes e super companheiras, eu sei, mas qual casal nunca viveu um impasse na hora de tomar uma decisão? Ou mesmo uma situação chata que precisa ser resolvida, mas se arrasta com mil discussões do relacionamento, as famosas DRs? A psicóloga, especialista em psicoterapia familiar e de casal e professora da Faccat, Patrícia Manozzo Colossi, lembra que é impossível, e até mesmo pouco saudável, concordar em tudo. "E não há nada de errado nisso! Muitas são as questões que podem gerar conflito entre os parceiros, já que nas relações conjugais, de modo especial, a proximidade afetiva, intimidade e convivência podem torná-lo mais frequente".

A especialista destaca que é preciso "habilidade para equilibrar a individualidade e a vida compartilhada, já que mesmo sendo casal, é necessária a preservação do espaço individual de cada parceiro. Pode ser difícil concordar em relação ao que e ao quanto se compartilha e o que pode/deve ser preservado e mantido da individualidade. Mais importante do que falar tudo ou não ao outro, é respeitar o 'contrato conjugal', ou seja, o que está acordado", diz.

O que é terapia de casal?

"É um modelo de terapia que prioriza aspectos relacionais do casal. O psicólogo ou psiquiatra da área dispõe de ferramentas e técnicas que favorecem a comunicação e a reorganização da dinâmica conjugal, trazendo as dificuldades à tona para compreendê-las e encontrar soluções."

Quando buscar?

{'nm_midia_inter_thumb1':'https://midia.gruposinos.com.br/_midias/jpg/2019/11/26/265x186/1_patricia-18670153.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5ddd67b25b1a5', 'cd_midia':18670155, 'ds_midia_link': 'https://midia.gruposinos.com.br/_midias/jpg/2019/11/26/400x270/1_patricia-18670153.jpg', 'ds_midia': 'Patrícia Manozzo Colossi,
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psicóloga', 'cd_tetag': '16157', 'cd_midia_w': '400', 'cd_midia_h': '270', 'align': 'Left'}Patrícia explica que "o sinal de alerta para buscar ajuda profissional é quando pelo menos, um dos parceiros sente que não tem liberdade para expressar o que sente; seja porque o cônjuge não se dispõe a ouvir, ou porque se nega a qualquer possibilidade de negociação. É comum, nesses casos, que os papéis se cristalizem e um deles sinta que 'sempre precisa ceder', sentindo-se sozinho na relação. Neste momento, pode ser a hora de repensar o modo como o casal tem se relacionado".

A profissional ainda cita que a terapia não separa o casal! "A terapia produz é (re)abertura do canal de comunicação - que costuma ser um dos principais problemas na conjugalidade."

 

"Mas eu quero ter filhos e meu marido não..."

"Por vezes, o desejo de não ter filhos pode implicar no medo do exercício da parentalidade, considerando a própria história vivenciada em sua família de origem - entre um universo de possibilidades. Em situações como essa, a terapia pode ser o espaço de acolhimento e exploração das emoções."

Por quanto tempo devemos fazer?

"O tempo necessário para favorecer a reorganização da relação e então se apresenta o momento da alta. Os problemas não deixarão de existir, mas espera-se que o casal tenha desenvolvido estratégias mais saudáveis de resolução de conflitos e esteja mais organizado emocionalmente para lidar com adversidades".

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