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O necessário combate ao fumo

Neste domingo é lembrado o Dia Mundial de Combate ao Fumo, uma luta que tem que ser travada e que pode salvar ou, pelo menos, prolongar vidas

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 01.06.2020 às 10:33

Meu pai faleceu há pouco mais de seis anos. Sofreu um ataque cardíaco e após uma semana e meia de internação acabou falecendo na UTI do hospital. Tinha 72 anos. Me perguntam se ele morreu do coração? Sim e não.

Sim porque ele sofreu parada cardíaca - aliás, em uma semana foram três ataques cardíacos, ocorrendo em duas ocasiões a colocação (bem sucedida) dos chamados "estentes". O não - e ao meu ver é esta a resposta mais correta - porque as paradas cardíacas e não recuperação exitosa das cirurgias teve como causa os anos de cigarro.

Sim, meu pai era fumante e daqueles de contabilizar maços por dia. Foi assim até perto dos 60 e poucos anos, quando, então, avisado pelo médico do estrago que tinha sido feito nos pulmões, diminuiu o vício de fumar. Deveria ter parado totalmente, mas ainda foi arriscando um cigarro e outro em meio a problemas de circulação e a colocação de um marco-passo. Mas não parou totalmente. Um vício mortal, sem dúvida.

Não sei quanto tempo mais meu pai teria vivido caso não fosse fumante ou se tivesse parado lá pelos seus 30, 40 anos de idade. Mas é indiscutível que foi o fato de ser fumante que determinou sua morte aos 72 anos. Poderia ter sobrevivido aos infartos ou até poderia não ter tido os ataques cardíacos. No morgue (necrotério) do hospital, poucas horas após o óbito oficializado, seu corpo ainda exalava o cheiro de cigarro, como se tivesse fumado pouco antes de morrer. O médico explicou que era uma reação do corpo, os pulmões se "esvaziando". No caso, o pulmão doente de um fumante.

Tenho as melhores lembranças possíveis de meu pai, mas a dolorosa memória de sua morte serve de lição para ser passada a fumantes. Um triste fim, sob o choro de familiares, que ficam com a sensação de que anos de convívio foram retirados por causa do cigarro. Um mal sem benefícios, apenas alimentado pelo "prazer" de fumar, o vício.

São muitos os males que nos acompanham e nos abreviam a vida. Gordura, sal e açúcar em excesso, sedentarismo, estresse, alcoolismo... É preciso buscar uma vida mais saudável. Para este domingo, quando foi lembrado o Dia Mundial de Combate ao Fumo, fica esta mensagem de quem perdeu alguém muito querido para o cigarro. É difícil largar o vício, mas é preciso entender o imenso estrago que ele traz para sua vida e para a vida daqueles que o amam. Sinceramente, fica difícil entender alguém que ache que vale a pena trocar sua saúde por uma vã fumaça que faz sua vida se esvair aos poucos...    

     

  


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