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Notícias | Região Apadrinhamento afetivo

ONG abre inscrições para apadrinhamento afetivo

Vinte crianças que vivem em abrigos busca disponibilidade e carinho

Por Jeison SIlva
Última atualização: 24.06.2019 às 10:35


Divulgação
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Primeiro, é importante esclarecer: “apadrinhamento afetivo” é diferente de “adoção”. No caso um, é preciso ter disponibilidade de tempo todo mês para interagir com um afilhado ou afilhada (abrigados em uma instituição). No caso dois, há um processo à parte, é preciso buscar o Judiciário e integrar um cadastro especial. Se o que você busca é o apadrinhamento afetivo, recomenda-se a leitura desta reportagem até o fim.

Em Canoas, de 24 a 28 de junho, às 19 horas, na Unilasalle (prédio 8, sala 102), ocorre oficina preparatória e de triagem para os interessados no apadrinhamento afetivo. A iniciativa é da ONG ELO (que possui convênios com o Judiciário, com a Unilasalle e entidades assistenciais). Para participar é preciso enviar e-mail para apadrinharcanoas@gmail.com (ou comparecer ao local espontaneamente). A ELO existe desde 2015 e se instalou em 2017 em Canoas. “Abordamos a adolescência e suas dificuldades, discutimos o que a criança faz no dia a dia o que ela pode ter sofrido”, ressalta a securitária e coordenadora do apadrinhamento, Denise Maschio, moradora do Olaria. “A intenção é proporcionar uma convivência familiar e social, comunitária, diferente do que é oferecido num abrigo ou era enfrentado nas famílias pelas quais as crianças já passaram (e não eram um exemplo a ser seguido).”

Compromisso

O maior desafio para consolidar o apadrinhamento é o compromisso. “Este ano tivemos pouquíssimos candidatos, foram dez para mais de 20 crianças (Rede Fasc, Raio de Sol e SOS)”, conta. “Precisa ter disponibilidade de tempo, não precisa comprovar renda. A ideia é ser afetivo. Ter um fim de semana no mês, dois, todos. É uma convivência de qualidade, de compromisso. O padrinho leva para passear, é referência.” Nunca é demais explicar que existe uma regra: quem busca o apadrinhamento não pode estar no cadastro de adoção. São exigidos documentos dos padrinhos e até certidão negativa criminal, os candidatos passam por entrevista pessoal com psicólogos. Segundo Denise, o resulto positivo dessa convivência é visível. “A melhora é gritante, o padrinho também se abre a uma nova realidade, o afilhado fica mais sociável, tem um motivo para ir melhor na escola e não fazer coisas erradas”, avalia. “No início da ELO se verificou que era necessário pensar mais naquelas crianças que ficavam sem adoção (aquelas com muitos irmãos) ou que já eram maiores, ou tinham alguma deficiência.”

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