VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

Blog do Rodrigo Becker

Fácil provar que postos estão esgoelados, diz advogado de revendedores

Advogado que defende donos de postos conta que margens apertadas, custo alto e carga tributária pesada esgoelam .

Marcelo De La Torres Dias é advogado de pelo menos 300 postos de combustíveis aqui no Estado e Brasil afora. Ele foi o escalado por um dono de posto de Canoas que, na segunda-feira, conversou com a coluna por telefone, revelando uma indignação. "Ninguém aqui é vilão", reclamava, contando que o binômio margens menores e a concorrência maior dilui o lucro, que pinga aqui e ali e acaba que não rende.

Marcelo diz o porquê: "de cada dez postos, nove e meio estão quebrados".

Segundo ele, a tributação alta - cerca de 47% do que se paga na bomba é imposto - e o arroxo que as distribuidoras estão impondo aos revendedores são as responsáveis por uma crise sem precedentes no setor. "Os postos estão endividados. Atento todo dia gente que está perdendo casa, devendo para o banco e até para as próprias distribuidoras", revela Marcelo. "Se falar que, muitas vezes, a queda de preço nas refinarias não é imediatamente repassada aos revendedores, mas os reajuste, sim".

 

E ainda pode aumentar mais

Marcelo De La Torres Dias adianta que, por conta dos valores de referência para cobrança do ICMS, a gasolina em Canoas ainda pode aumentar. "A tendência, vejo, é ficar próximo aos R$ 4,84 do preço de pauta para a gasolina no Estado", diz.

O preço de pauta é o valor de referência que o governo gaúcha para cobrança antecipada do imposto. Se o valor está em R$ 4,84 e a gasolina for vendida por R$ 4,15, como dias atrás, a revenda paga pelo valor cheio, mesmo sem a respectiva entrada no caixa. "A conta não fecha", defende Marcelo.

 

Sulpetro: fora dos preços

A Sulpetro, que é o sindicato que representa os revendedores, não pode falar em preço dos combustíveis - a legislação proíbe a combinação de preços e estabelece a livre concorrência como regra de mercado. A entidade, no entanto, enviou uma nota à coluna ainda na sexta-feira, defendendo o ajuste de preços. Confira:


Nota da Sulpetro

O Sulpetro - Sindicato que representa os postos de combustíveis do RS - atribui a variação de preços dos combustíveis à pura concorrência de cada região, pois as vendas nos estabelecimentos estão muito baixas. Os postos de combustíveis estão tentando sobreviver com as reduzidas e já baixíssimas margens de lucro.

O efeito gangorra de preços deve ocorrer frequentemente. Como os preços são livres, cada posto deve saber sua realidade e busca sobreviver de forma digna no setor.

Além disso, o preço de pauta sobre o qual incide a alíquota de 30% de ICMS (a terceira maior do país) está em R$ 4,8369. O Sulpetro não tem como prever como o mercado irá se comportar, pois muitas variáveis influenciam no preço final. A alta carga tributária (nacional e estadual) contribui decisivamente no processo todo. Somente na gasolina, são quase 50% de impostos que incidem sobre o preço do produto: são 17% de Cide, PIS/Pasep e Cofins, e outros 30% de ICMS.

O mercado é extremamente competitivo e cabe a cada revendedor definir suas políticas de preços, com base em suas condições de compras juntos às distribuidoras.

Estima-se que 120 postos encerraram suas atividades no RS no ano passado, dentro de um universo de 2.800 estabelecimentos comerciais.

O Sulpetro ressalta ainda que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada posto revendedor decidir o preço de venda dos seus produtos, de acordo com suas estruturas de custo.

"Missão nobre", diz Jairo sobre assumir Educação em Sapucaia

Uma entrevista e dois comentários sobre o dia em que o ex-prefeito aceitou o convite para liderar o diagnóstico e o plano de ação para Secretaria de Educação em Sapucaia do Sul.

Primeiro, a entrevista.

Os bastidores do convite a Jairo Jorge para assumir a Secretaria de Educação de Sapucaia do Sul revelam que o ex-prefeito mantém em pé o plano de concorrer novamente em Canoas. Sapucaia, aqui do lado, é governada por um amigo seu, o prefeito Rogério Link. 

A ideia é que Jairo faça um diagnóstico em 30 dias sobre como andam as coisas pela rede municipal e, em seguida, trace os planos para qualificar a pasta até o final da gestão de Link - mesmo que o compromisso entre os dois vá só até o início de abril, quando chega o prazo de desincompatibilização para quem quiser concorrer em outubro.

Ele conversou com a coluna assim que deixou o gabinete do prefeito nesta segunda-feira, 15. Foi lá confirmar o 'sim'. "Já tínhamos conversado e eu pedi um tempo para falar com a senadora Kátia Abreu, o que aconteceu na quarta-feira passada. Hoje (segunda), vim assumir o compromisso aqui", diz.

"Sapucaia é pertinho de Canoas e tem questões familiares que influenciam também", conta Jairo. Além dos pais que moram na cidade, o ex-prefeito espera pelo primeiro neto em duas semanas. "Está para nascer o Arthur", adianta.

"É desafiador cuidar da Educação, cuidar das crianças. Uma missão muito nobre que fico muito feliz de assumir. Trago não só a experiência do Ministério da Educação, onde fui adjunto e assumi algumas vezes, mas também da pró-reitoria da Ulbra", completa.

A posse será amanhã, dia 17, às 13h30 no auditório da Secretaria de Educação de Sapucaia.

 

Agora, os comentários. 

1

2020 é logo ali. A vinda de Jairo para perto de Canoas reforça pulso da candidatura dele ao paço municipal. Brasília não daria mobilidade às articulações, ao papo longo com os aliados, à abotuadura de um bom plano de governo. E sabe como é: candidato ausente costuma perder o bonde.

 

2

Gratidão com Kátia Abreu. Na publicação que fez no Facebook ainda na segunda à tarde, Jairo agradece a 'única oportunidade em um momento desafiador da vida'. Mesmo que não fosse essa a intenção, a frase revela que o PDT talvez não tenha se preocupado com seu candidato a governador como deveria. Restou a gratidão a Kátia Abreu, de quem se aproximou em 2018 quando ela concorre a vice na chapa de Ciro Gomes.

 

Jairo Jorge assume a Educação em Sapucaia

Ex-prefeito se desliga do gabinete da senadora Kátia Abreu, em Brasília, falando no plano 2020 - que é concorrer à Prefeitura de Canoas.

Divulgação
Jairo Jorge aceitou convite do prefeito Rogério Link para ser o secretário de Educação de Sapucaia do Sul
O ex-prefeito Jairo Jorge acaba de confirmar por suas redes sociais que aceitou o convite do prefeito de Sapucaia do Sul, Rogério Link, para ser o novo secretário de Educação do município. Currículo para a função, ele tem: já foi até ministro substituto. O que moveu a decisão, no entanto, é a proximidade com Canoas e o projeto 2020.

A posse no cargo acontece nesta quarta-feira, dia 17, às 13h30, no auditório da secretaria.

Beth vai recorrer de decisão que a torna inelegível

Ex-vice-prefeita se defende dizendo que não autorizou nem sabia que o tesoureiro da campanha vinha arrecadando direito não declarado oficialmente na eleição de 2016.

PAULO PIRES/GES
Beth Colombo (PRB)
Beth Colombo recebeu a notícia de que foi condenada pela Justiça Eleitoral a oito anos de inelegibilidade pelo caso que ficou conhecido em Canoas como o do 'dinheiro na mochila' disposta a recorrer da sentença - e vai. Ela trocou mensagens com a coluna nesta sexta e, embora a decisão seja contundente, pareceu tranquila e firme. "Acredito que será feita a justiça e a verdade sobre a conduta que conduzo a minha vida na política e fora dela, mostrará que não cometi qualquer ilegalidade. Acredito na justiça dos homens mas muito mais na Justiça de Deus", disse.

Segundo ela, sua advogada já está orientada sobre os recursos. "Essa decisão não é definitiva", esclarece.

Embora venha dizendo que não pretende disputar a eleição do ano que vem, a decisão juíza Annie Kier Herynkopf, da 134ª Zona Eleitoral de Canoas, atrapalha os planos da professora aposentada que vem dedicando seus dias aos crescimento do PRB Mulher no Estado do Rio Grande do Sul. Ela segue dizendo que não autorizou e não sabia que seu tesoureiro vinha arrecadando dinheiro não declarado oficialmente.

 

Relembre

O caso do 'dinheiro na mochila' foi emblemático e decisivo na eleição de 2016, quando Luiz Carlos Busato (PTB) venceu Beth na disputa em segundo turno nas eleições municipais. Ela vinha ponteando as pesquisas - chegou a vencer o primeiro turno - mas acabou perdendo o fôlego depois que o tesoureiro da campanha foi pego em ação da Polícia Federal no comitê da candidata com uma mochila cheia de dinheiro. Segundo a PF, foram encontrados mais de R$ 176 mil em espécie na bolsa e outros R$ 50 mil em cheques, além de R$ 300 mil na casa do tesoureiro.

Ele também foi condenado a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder econômico e uso de caixa dois. O então candidato a vice na chapa de Beth, Mário Cardoso, respondeu solidariamente pelas mesmas práticas e também foi condenado.

Ambos devem recorrer da sentença.

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3553.2020 / 51 992026770
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS