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Hidrocefalia também afeta os adultos

Perda de memória e descontrole urinário são alguns dos sintomas mais comuns

Por Adriana Lima
Publicado em: 22.02.2021 às 03:00 Última atualização: 22.02.2021 às 14:51

O aumento da pressão intracraniana causado pela hidrocefalia provoca, nos adultos, cefaleia, vômitos e alterações visuais Foto: Adobe Stock
Conhecida comumente como uma malformação em recém-nascidos, a hidrocefalia também pode afetar adultos, inclusive os idosos. O neurocirurgião de Novo Hamburgo Sandro de Medeiros destaca que entre os sintomas estão a dificuldade repentina para andar, descontrole urinário e alterações cognitivas, como perda de memória.

"A hidrocefalia, popularmente conhecida como 'água na cabeça', é o acúmulo de liquor - o líquido cefalorraquidiano - na cabeça. A retenção deste líquido faz com que os ventrículos cerebrais se dilatem, o que pode provocar danos nas estruturas encefálicas", diz o especialista.

O liquor funciona como uma proteção dos centros nervosos, amortecendo os impactos de choques contra o encéfalo e a medula espinhal. Ele também é responsável pelo transporte de nutrientes para o cérebro, pela remoção de resíduos metabólicos e por manter a pressão intracraniana em níveis normais.

Múltiplas causas

O liquor se forma nos ventrículos, em uma área específica do cérebro, e normalmente fica em um volume total de 140ml a 170ml. "Este líquido se renova a cada 24 horas, em um processo natural do organismo. Quando acontece algum desequilíbrio que prejudique esta reabsorção do liquor pelo organismo, há o aumento do volume de líquido nesta região, o que caracteriza a hidrocefalia", explica Sandro.

Pequenos traumas e hemorragias ocorridos ao longo da vida, processos infecciosos ou inflamatórios sem sintomas registrados no histórico do paciente podem contribuir para o quadro.

Tratamento é feito com cirurgia simples e segura

Sandro de Medeiros, neurocirurgião Foto: Zé Roberto Muniz/Estúdio Ramede
Em casos leves, é possível fazer a correção da hidrocefalia com remédios que ajudam a reduzir a produção do líquido, mantendo a pressão intracraniana em níveis adequados. "Mas normalmente estes medicamentos provocam efeitos colaterais fortes", diz.

Uma cirurgia minimamente invasiva e de baixo risco, chamada de cirurgia de derivação ventriculoperitoneal, é a forma mais comum de tratar a hidrocefalia. "Nela, é introduzido um cateter na cavidade ventricular para desviar o excesso de liquor para a cavidade abdominal. Através deste pequeno cateter, a quantidade de liquor que precisa ser drenada é regulada por uma válvula que fica entre os dois cateteres, para direcionar o excesso sempre que houver acúmulo", cita o cirurgião.


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