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Abuso de remédios e o risco de câncer

Recorrer aos antibióticos continuamente por mais de seis meses está associado a um risco 17% maior de câncer de cólon ascendente

Publicado em: 23.09.2021 às 06:17 Última atualização: 23.09.2021 às 21:01

Pesquisadores da Universidade de Umeå, na Suécia, descobriram que recorrer aos antibióticos continuamente por mais de seis meses está associado a um risco 17% maior de câncer de cólon ascendente (uma parte específica do intestino) nos próximos cinco a dez anos após o uso. O motivo seria o impacto desses medicamentos na microbiota intestinal.

Uso prolongado de antibióticos está associado a tumores em uma região específica do intestino
Uso prolongado de antibióticos está associado a tumores em uma região específica do intestino Foto: Adobe Stock

Os resultados foram divulgados no Journal of National Cancer Institute. Segundo o estudo, a utilização prolongada de antibióticos teria um efeito maior que fatores de risco já estabelecidos, como o excesso de gordura corporal.

Curiosamente, os pesquisadores não encontraram uma associação entre antibióticos e o risco de câncer em outro trecho do intestino — o cólon descendente. De qualquer forma, eles alertam para o uso indiscriminado desses medicamentos.

"Os resultados ressaltam o fato de que há muitas razões para restringir o consumo de antibióticos. Embora esses remédios salvem vidas, devemos tomar cuidado", afirmam os pesquisadores do trabalho, em um comunicado para a imprensa.

Setembro Verde e a saúde intestinal

A campanha do Setembro Verde tem o objetivo de chamar a atenção para a detecção precoce do câncer de intestino. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram registrados cerca de 40 mil novos casos no País em 2020 e um pouco mais de 20 mil mortes.

De acordo com o Inca, os principais fatores de risco são: envelhecimento (principalmente acima dos 50 anos); excesso de peso corporal; alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras; ingestão excessiva de carne vermelha e processada; histórico familiar; tabagismo e consumo de álcool.

Já os sintomas mais frequentes, que devem ser investigados por um especialista, são sangue nas fezes, diarreia ou prisão de ventre, dor ou desconforto abdominal, fraqueza, anemia e perda de peso sem causa aparente. Se esses sinais surgirem e se persistirem, não deixe de falar com um médico.

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou endoscópicos de pessoas com sintomas ou de pessoas sem sinais, mas pertencentes a grupos de risco.

Uso racional

A utilização racional desses fármacos também é importante para conter a resistência bacteriana, um problema que vem atingindo proporções preocupantes no mundo.

A equipe analisou dados de 40.545 casos da doença do Registro Sueco de Câncer Colorretal. As informações foram comparadas a um grupo de 202.720 indivíduos sem o problema. Entre os participantes, 52,9% eram homens e 47,1%, mulheres.

Durante o tempo médio de acompanhamento de oito anos, 18,7% das pessoas que manifestaram esse tumor não haviam recebido prescrições de antibióticos, ante 22,4% da turma livre da enfermidade. (Agência Einstein)

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