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Cotidiano | Entretenimento Música

Livro Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior investiga o cantor

Biografia foi lançada na semana em que se completam 4 anos da morte

Por Agencia Estado
Publicado em: 01.05.2021 às 03:00 Última atualização: 01.05.2021 às 09:59

Cantor morava no RS quando morreu em abril de 2017 Foto: Divulgação
Um road book seguindo os passos dos conflitos e das contradições vividos por um dos personagens mais intrigantes da cena pop brasileira. Este é o livro Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior, biografia que acaba de ser lançada pelos jornalistas Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti.

A trajetória de Belchior é marcada por mistérios. O cantor cearense se projetou no cenário nacional nos anos 70, com hits como Medo de Avião e Apenas um Rapaz Latino Americano. Porém, mesmo no auge, sua produção tinha hiatos. Havia períodos em que sumia da mídia.

Nos últimos anos de sua vida, chegou a haver uma busca nacional por ele, depois que, supostamente, havia desaparecido. Foi acusado publicamente de fugir, depois foi encontrado no Uruguai.

Quando morreu, Belchior estava morando no RS, em Santa Cruz do Sul, mantendo um perfil discreto junto com sua companheira de longa data.

Investigação

Chris e Bortoloti percorreram mais de 10 mil quilômetros, visitando doze cidades pelo sul do País e Uruguai e entrevistando 150 pessoas que conviveram com o casal.

Hotéis com contas deixadas em aberto, quartos de pousadas com pertences largados para trás, casas de amigos e desconhecidos, mosteiros e até o relento de um baixo de ponte vão sendo revisitados, adentrados e fotografados.

As histórias contadas não chegam de forma policialesca, um sabor que certamente os tentou diante de tantos elementos fantásticos que poderiam ganhar outro teor em mãos erradas, mas sempre com uma abertura para reflexões e uma boa vontade para o entendimento.

O trabalho de Chris e Bortoloti não tem o distanciamento narrativo das biografias convencionais. Os dois assumem um texto em primeira pessoa que envolve profundamente o leitor.

"Eu confirmei a desconfiança de que Belchior não era aquele retratado pela mídia", diz Chris Fuscaldo. "Ele era um ser humano e, como todos, tem suas adversidades e suas complexidades que o levaram a tomar atitudes não exatamente planejadas."

O livro deve virar documentário da Urca com coprodução do Canal Brasil.(AE)

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