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Cotidiano | Entretenimento Em Novo Hamburgo

Fundação Scheffel abre as portas novamente à arte e cultura

Local retomou atendimento ao público de um jeito diferente

Por Bianca Dilly
Publicado em: 31.07.2021 às 03:00 Última atualização: 31.07.2021 às 08:54

As cores de algumas paredes foram alteradas, assim como a disposição de parte das obras. Na sala de arquivos, a evolução pode não aparecer para o público, mas também foi grande. De um jeito diferente, a Fundação Scheffel, que ficou fechada por quase um ano e cinco meses em função da pandemia, reabriu as portas aos visitantes no último final de semana. E apesar das mudanças, permanece levando a mesma magia e encantamento a todos que circulam nos casarões históricos do bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo.

Com nova pintura em salas e layout diferenciado no acervo, Fundação Scheffel reabriu as portas em Novo Hamburgo Foto: Bianca Dilly/GES-Especial


Isso mostra que em ambos os museus, Scheffel e Casa Schmitt-Presser, o período de reclusão não significou menos trabalho. “Só não tivemos atendimento ao público. Nosso acervo é delicado e as casas são muito antigas. Por isso, a manutenção precisa ser contínua”, explica o curador da Fundação, Angelo Reinheimer.

Mudanças

 Mas além das atividades tradicionais, o tempo foi aproveitado para colocar projetos antigos em prática. “A pintura de salas já era uma ideia e focamos na manutenção predial, com o conserto de uma infiltração. Também estamos trabalhando no novo site do museu, que deve entrar no ar até o final do ano”, detalha.

Em relação ao acervo, foram realizadas melhorias. “Mudou o layout do terceiro andar, onde estão as obras mais recentes do Scheffel, das décadas de 70, 80 e 90. Na pintura de salas, usamos um colorido intenso, dando ainda mais destaque às obras e um toque mais contemporâneo”, acrescenta, destacando que houve a parceria das Tintas Killing e da arquiteta Angela Snel.

Os últimos meses foram de “baixar a cabeça” e dar conta de serviços minuciosos, segundo Reinheimer. “Em nosso arquivo, temos projetos arquitetônicos de Novo Hamburgo da década de 30 aos anos 80. O acervo fotográfico vai de 1870 até a década de 1970, 80. Estamos catalogando tudo isso”, relata, sobre a tarefa que ainda está em execução.

Contagem regressiva

Outra ação que está sendo realizada e é celebrada pelo coordenador faz parte da organização do aniversário de 200 anos da imigração alemã no Brasil. “A Sociedade Amigos da Fundação Scheffel foi contemplada em edital que nos permite a criação de um monumento em comemoração à data. A concepção é do artista Marciano Schmitz e já está em andamento”, complementa.

No último dia 25 de julho, quando os museus retomaram as atividades externas, a região também festejava os 197 anos da imigração alemã. “Estamos na contagem regressiva. Será um momento muito importante para todo o País, já que temos milhões de descendentes pelo Brasil. E o monumento está sendo feito com muito afeto”, frisa.

Assim como ocorreu com centenas de artistas e instituições do meio artístico-cultural, a palavra que mais marcou o período de portas fechadas no ambiente físico foi a conexão. "Internamente, continuamos trabalhando muito. Atendemos escolas com visitas virtuais e passamos por uma profusão de lives. Foi a solução para não deixar o trabalho no limbo", sublinha Reinheimer.

Como comparativo, em 2019 foram realizados mais de 50 eventos, oito mil alunos participaram de visitas e mais de 20 mil atendimentos ocorreram ao todo. "Enquanto isso, em 2020, só tivemos lives, como a da Orquestra Municipal, concertos de fim de ano... Mas foi uma recompensa ter gente aqui trabalhando. Ver os artistas continuarem ocupando o espaço", diz.

Agora, aos poucos a rotina começa a voltar ao normal. "Já temos escolas agendadas para agosto. Serão grupos menores, de 15 crianças. E em 2 de setembro ocorre o primeiro recital, com um quarteto de cordas de Porto Alegre", celebra.

 

Das lives à retomada das visitas

Assim como ocorreu com centenas de artistas e instituições do meio artístico-cultural, a palavra que mais marcou o período de portas fechadas no ambiente físico foi a conexão. “Internamente, continuamos trabalhando muito. Atendemos escolas com visitas virtuais e passamos por uma profusão de lives. Foi a solução para não deixar o trabalho no limbo”, sublinha Reinheimer.

Como comparativo, em 2019 foram realizados mais de 50 eventos, oito mil alunos participaram de visitas e mais de 20 mil atendimentos ocorreram ao todo. “Enquanto isso, em 2020, só tivemos lives, como a da Orquestra Municipal, concertos de fim de ano... Mas foi uma recompensa ter gente aqui trabalhando. Ver os artistas continuarem ocupando o espaço”, diz.

Agora, aos poucos a rotina começa a voltar ao normal. “Já temos escolas agendadas para agosto. Serão grupos menores, de 15 crianças. E em 2 de setembro ocorre o primeiro recital, com um quarteto de cordas de Porto Alegre”, celebra.

Novidade nos horários

Seguindo cuidados sanitários, a visitação aos museus está aberta novamente de segunda a sexta, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. "A partir de agosto, o último final de semana de cada mês também será de funcionamento. Aos sábados e domingos, atenderemos das 11 às 17 horas", conclui Reinheimer. Os museus ficam na Avenida General Daltro Filho, números 911 e 929, bairro Hamburgo Velho, Novo Hamburgo. Entrada franca.

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