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Notícias | Canoas Crime

Uma semana depois, sem suspeitos no caso do servidor assassinado

A investigação continua e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que criminosos já haviam assassinado o idoso Jorge Ferrari Brazeiro, 66 anos, quando resolveram extorquir dinheiro dos parentes da vítima

Por Leandro Domingos
Publicado em: 01.12.2020 às 03:00 Última atualização: 01.12.2020 às 08:45

Agentes da Polícia Civil, a partir de agora, buscam pistas na zona norte de Porto Alegre, onde vítima foi raptada Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO
Na tarde de 21 de novembro - um sábado -, Jorge Ferrari Brazeiro entrou em um estacionamento na zona norte de Porto Alegre. O servidor público de 66 anos foi rendido por criminosos armados e levado à força para dentro de um Chevrolet Corsa. O veículo deixou o local. Brazeiro foi dado como desaparecido naquele mesmo dia. Ele seria encontrado somente na noite do dia 22, em Canoas, já sem vida e com uma marca de disparo de arma de fogo no peito. O corpo da vítima estava no banco traseiro do Corsa aparentemente abandonado na Rua Cristóvão Colombo, no bairro Niterói. A complexa investigação em torno do servidor do Estado que foi sequestrado e morto continua. Uma semana depois, a Polícia Civil ainda não tem pista de quem possam ser os responsáveis pelo disparo que vitimou Jorge Ferrari Brazeiro.

O caso é trabalhado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que desde então tem se concentrado em localizar imagens de câmeras de segurança que possam revelar o que aconteceu entre o sábado e o domingo. De acordo com o delegado Robertho Peternelli, foram achadas imagens que mostram o Corsa circulando pelo bairro Niterói no final de semana da morte. Porém, não mais que isso. "Conseguimos imagens nítidas do Corsa circulando, mas não há qualquer vídeo em que o condutor desça do carro". "Agora, vamos fazer a busca do ponto inverso, partindo do local onde acreditamos que foi raptado por criminosos."

Peternelli confirmou que os criminosos acionaram parentes tentando extorquir dinheiro dos parentes pela liberação do servidor, contudo existe a hipótese de que o trabalhador já estava morto quando isso aconteceu. "Não recebemos o laudo do Instituto Geral de Perícias [IGP], apontando a hora da morte, no entanto é bem possível que ele tenha sido executado antes mesmo de ter sido feito o contato", argumenta. O servidor era também proprietário do Estacionamento Ferrari. Na avaliação do delegado, pode até mesmo ter sido vítima de um roubo que deu errado e terminou tragicamente em morte. "Ele não era um homem rico. Trabalhava e tocava um pequeno negócio."

Suspeita é de que a vítima foi deixada na cidade já sem vida

Além da busca por imagens de câmeras de vigilância que podem ter flagrado os criminosos, a Homicídios de Canoas também ouviu, na última semana, meia dúzia de parentes da vítima, na tentativa de elucidar a rotina do servidor para, quem sabe, chegar a um suspeito que o conhecia. A apuração serviu para deixar mais clara a hipótese de que o veículo Chevrolet Corsa, achado no bairro Niterói, havia sido apenas abandonado no local, como forma de despistar a ação policial. “Imaginamos que já chegou sem vida em Canoas, com o carro sendo apenas abandonado na cidade, para despistar a polícia”, argumenta o delegado Robertho Peternelli. Ele mantém a expectativa de que os criminosos apenas “largaram” o Corsa e fugiram rapidamente do local. Caso tenham escapado a pé, podem ter sido flagrados por alguma câmera de vigilância ainda não encontrada. As denúncias para quem quiser colaborar com a apuração podem ser passadas para o Departamento Estadual de Homicídios, pelo telefone 0800-6420-121 ou pelo WhatsApp (51) 984-167-109. “A integração entre as delegacias de homicídios faz com que a troca de informações seja constante hoje”, explica. “Qualquer pista sobre a identidade dos
suspeitos é compartilhada com outras DPs imediatamente.”

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