Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Canoas Saúde

Prefeitos pedem revisão do Programa Assistir

Prefeito Jairo Jorge participou, nesta terça-feira (23), de encontros no Piratini e Assembleia Legislativa

Publicado em: 24.11.2021 às 08:38 Última atualização: 24.11.2021 às 08:38

Prefeitos estiveram na Assembleia para solicitar alternativas ao projeto do Estado
Prefeitos estiveram na Assembleia para solicitar alternativas ao projeto do Estado Foto: Gustavo Garbino/PMC
Em encontro realizado no início da tarde de ontem (23) no Salão Júlio de Castilhos, a Assembleia Legislativa lançou oficialmente a Comissão de Representação Externa para tratar sobre o Programa Assistir, coordenada pela deputada Patrícia Alba (MDB). O evento teve participação de prefeitos, vereadores e secretários de saúde gaúchos que pedem que a proposta de distribuição de recursos seja revista.

A movimentação do prefeito de Canoas, Jairo Jorge, acompanhado do secretário municipal da Saúde, Maicon Lemos, iniciou ainda pela manhã. Em audiência no Palácio Piratini com o secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos, Jairo solicitou que o Governo reveja o plano do Assistir e que não seja implantado na Região Metropolitana.

Segundo Jairo, o Programa inviabiliza o serviço dos hospitais e deixa o atendimento caótico aos milhões de usuários do SUS. "Dos mais de R$ 200 Milhões que o Governo do Estado quer cortar da Saúde, Canoas perde mais de R$ 80 Milhões no Hospital Universitário (HU) e no Hospital de Pronto-Socorro (HPSC)", salienta.

O prefeito alerta que a medida irá afetar os canoenses e mais de 150 municípios que tem os hospitais da cidade como referência. "O governador Eduardo Leite é um gestor sensato e um homem de diálogo. Acredito que vai rever essa posição a favor dos gaúchos e gaúchas da nossa região", afirma.

A deputada Patrícia Alba (MDB) que coordena os trabalhos da Comissão na AL, criticou a forma com que o programa foi concebido e alertou para o impacto que poderá provocar em todo o sistema de saúde do Estado. "Foi instituído sem diálogo e unilateralmente, por decreto. Ao retirar recursos de hospitais, terá impacto na vida da população", ressaltou.

Ela considera que, sem alterações, o Assistir poderá colapsar o sistema, especialmente, na Região Metropolitana, onde estão as instituições que terão as maiores perdas de recursos. O Hospital Getúlio Vargas, de Sapucaia do Sul, terá uma redução de 87% de seu orçamento, caindo de R$ 46 milhões para R$ 6 milhões. Já o Pronto Socorro da Capital poderá perder R$ 25 milhões, se o programa não for modificado.

Durante a reunião, o presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (MDB), afirmou que a lógica do programa tem méritos, mas que há necessidade de adaptar o texto para não prejudicar os municípios.

Já o prefeito de Porto Alegre e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), Sebastião Melo, argumentou que o "programa não pode tratar desiguais de forma igual". Ele afirmou também que o governo gaúcho errou ao conversar com instituições ganham recursos e não com as que perdem. E alertou que a retirada de R$ 25 milhões do Pronto Socorro, trará problemas para todo o sistema.

 

Canoas teria que entrar com R$ 80 milhões

De acordo com o titular da Saúde em Canoas, o HU, que tem recursos de R$4.8 milhões, passaria para R$ 1.6milhão. O HPSC seria equiparado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), passando de R$ 4.2 milhões para R$ 540 mil.

"O Município precisaria entrar com um aporte de R$ 80 milhões por ano para continuar com os atendimentos de alta complexidade. Sendo que, continuaríamos a atender outras cidades da região que tem Canoas como referência", salienta Lemos.

O secretário ressalta que os cálculos realizados para a implantação do Assistir programa não retratam a realidade de atendimento na cidade.

A Prefeitura conta com o apoio do Fórum de Entidades da Câmara de Indústria e Comércio de Canoas (Cics), além das associações de profissionais da saúde de Canoas.

 

Menos recursos na retomada de procedimentos

Gestores municipais alegam que o programa criado pelo governo gaúcho irá retirar recursos de alguns hospitais, justamente, no momento de retomada de procedimentos eletivos depois da pandemia e de necessidade de atenção aos pacientes com seqüelas da Covid-19.

 

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.