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Notícias | Canoas Calorão

Entenda o que está provocando os extremos de temperatura na região

Poderosa onda de calor e severa estiagem podem levar os termômetros aos 40°

Por João Linden
Publicado em: 14.01.2022 às 03:00 Última atualização: 14.01.2022 às 07:54

Os gaúchos da região já estão acostumados com temperaturas elevadas no verão. O que está por vir nos próximos dias, contudo, fugirá um pouco do habitual mesmo para essa época do ano.

O próprio Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que, em muitas regiões do Estado, as temperaturas podem ficar 5° acima da média do período por até cinco dias. Já a MetSul Meteorologia classificou como "brutal" a onda de calor responsável por essa elevação brusca de temperaturas.

Os efeitos devem ser sentidos aos menos até os primeiros dias da próxima semana. Até lá, o termômetros devem corriqueiramente atingir os 39°.

Extremo

Mas por que essa situação está ocorrendo agora? De acordo com a MetSul, essa potente onda de calor é um exemplo de extremo climático composto.

Em resumo, são situações extremas que ocorrem simultaneamente e que possuem características que agravam umas às outras. Com isso, os impactos na humanidade e no meio ambiente são bem mais agressivos do que se ocorressem isoladamente.

No caso atual do Rio Grande do Sul, ainda segundo a MetSul, os dois extremos que se encontraram são uma poderosa onda de calor e um quadro de estiagem severa. A soma desses dois fatores pode ainda levar a outras situações, como, por exemplo, incêndios.

"Não à toa, os recordes de calor do Rio Grande do Sul de 42,6°C em 1917 e em 1943 se deram quando o Estado gaúcho passava por fortes secas naqueles anos", destaca a MetSul em um de seus informativos.

Caos

Todo esse calor não é localizado somente no Rio Grande do Sul. Argentina e Uruguai também enfrentam temperaturas elevadas. A marca obviamente foi destaque nos principais periódicos portenhos.

O La Nacion e o Clarín, por exemplo, deram destaque à onda de calor no país e às suas consequências nas suas edições de ontem.

Diante de todos os problemas causados pelo calor na capital argentina, entre os principais estiveram os cortes de energia elétrica causados pelo grande consumo. A estimativa é de que, no pico do apagão, pelo menos 700 mil clientes tenham ficado no escuro na região metropolitana de Buenos Aires.

Para se refrescar

Na tentativa de tirar as crianças do calor, vale qualquer coisa. Isadora Nunes mora no bairro Fátima. De férias em casa, ela tem garantido tardes na piscina para Helena. A filha de 6 anos não tem piscina em casa. Então o jeito é visitar a casa de uma amiguinha da escola que mora em um condomínio com piscina no bairro Rio Branco. "Quem não está na praia sofre muito neste período", conta a assessora contábil de 37 anos. "Enquanto existir a possibilidade de se refrescar um pouco, a gente aproveita".

Já Carlos Amayo deixa os dois filhos em casa durante toda a semana. No entanto, tem garantido finais de semana em balneários ou no Parque das Águas, em Viamão, aos meninos. "Os guris adoram", diz o mecânico industrial de 40 anos. "E acaba sendo mais barato que ir para a praia por causa do preço da gasolina", defende. "A gente passa o dia dentro d'água".

Personal bronze não reclama do calor intenso

Nem todo mundo reclama do calor intenso no período. Há quem tire da intensidade do sol a força motriz para um bom negócio. A canoense Monica Telles, por exemplo, se vale dos raios solares para trabalhar. Ela tornou-se uma personal bronze. Trabalha com técnicas de bronzeamento natural para quem quer ganhar aquela "corzinha" de verão.

A personal bronze Monica Telles usa técnicas simples para garantir o bronzeado ideal
A personal bronze Monica Telles usa técnicas simples para garantir o bronzeado ideal Foto: FOTOS PAULO PIRES/GES
O negócio vem se popularizando no Brasil desde o verão do ano passado, antes que pandemia atingisse em cheio o País. A modalidade permite que os profissionais trabalhem de maneira autônoma. Antes professora de Educação Física, Monica percebeu que poderia montar uma clínica no quintal de casa mesmo. Basta para isso que o sol brilhe.

"As pessoas querem ficar bronzeadas para ir a praia, mas não entendem os riscos do sol. Em geral acabam queimando bastante a pele. Isso é perigoso", frisa. "O câncer de pele é um risco".

  O resultado é perfeito em apenas três sessões, diz Monica
O resultado é perfeito em apenas três sessões, diz Monica Foto: PAULO PIRES/GES
A seriedade no tratamento da clientela que procura o espaço no bairro Estância Velha tem resultado em elogios e indicações, revela a profissional de 37 anos. "O retorno tem sido muito positivo de cada cliente. Atendo aqueles que querem um bronzeado antes de pisar na areia da praia", diz. "Em uma sessão o resultado já é bastante positivo. Bastam três sessões para que seja perfeito", garante Monica.

Idosos sofrem mais durante o período mais quente

A população de idosos é uma das que mais sofre durante o período. Porém, nem todo mundo pode ficar dentro de casa. Mesmo ciente de todos os alertas sobre as altas temperaturas, o aposentado Justino Oliveira, 65 anos, se viu obrigado a sair de casa, na manhã desta quinta-feira (13), para fazer um exame de sangue no Centro de Canoas. O problema é que o exame acabou atrasando e, em pleno horário de meio-dia, ele se viu na parada de ônibus esperando pelo coletivo que o levaria de volta para casa. "Bá, esperava estar em casa até dez horas, mas não deu. É muito quente e a minha pressão sobe", disse o idoso, que tinha uma garrafinha d'água na mão. "Não é qualquer um que aguenta um calor destes".

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