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Notícias | Canoas Cuidado com os pets

Polícia Civil faz alerta para quem tem cão de raça em Canoas

Roubos estão crescendo e crimes não são registrados pelo donos. Responsável pela Delegacia Amiga dos Animais, a delegada Tatiana Bastos, adverte: "É importante o relato para que a gente possa entender o que está acontecendo"

Publicado em: 04.08.2022 às 15:49 Última atualização: 04.08.2022 às 16:06

Spitz Alemão, conhecido como lulu-da-pomerânia, é o mais visado, vendido a R$ 10 mil
Spitz Alemão, conhecido como lulu-da-pomerânia, é o mais visado, vendido a R$ 10 mil Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO
Tem crescido nas redes sociais o número de mensagens apontando cães de estimação roubados em Canoas. Raças menores, como Spitz Alemão, também conhecida como lulu-da-pomerânia, Shih-Tzu, Maltês e Yorkshire Terrier, chamam a atenção de quem acessa grupos na internet.

Os crimes podem ser divididos em dois tipos, segundo a polícia. Há quem leve o animal e depois passe a exigir um resgate. O tutor acaba pagando valores, às vezes absurdos, pelo sentimento que tem pelo animal. Também há quem roube mirando a procriação e a posterior venda dos filhotes.

Um levantamento do Diário de Canoas aponta pelo menos 30 casos divulgados nas redes sociais desde o início do ano. O problema é que os crimes não são registrados e não se sabe se há uma quadrilha agindo na área central da cidade. A Polícia Civil em Canoas tem somente seis registros neste ano. Também conhecida como Delegacia Amiga dos Animais, a 4ª DP da cidade anotou três deles.

Segundo a delegada Tatiana Bastos, é preciso que os proprietários passem a levar a sério os crimes e procurem a DP para registrar os roubos. Somente a partir dos registros vai ser possível conduzir uma apuração em torno do desaparecimento dos animais. As ocorrências que estão com a polícia hoje são casos dispersos em pontos diferentes da cidade.

"Se há uma incidência de crimes em uma determinada área, isso não está sendo registrado", adverte. "É importante o relato para que a gente possa entender o que está acontecendo. Temos um cartório para crimes contra animais, mas partimos das informações para montar um inquérito".

Tatiana lembra que, no final do ano passado, durante uma operação conduzida em Canoas contra o tráfico de animais silvestres, chegou a suspeitar da formação de quadrilha ao encontrar quatro cães da raça lulu-da-pomerânia onde aves eram mantidas em cativeiro.

"A gente estranhou aqueles quatro lulu ali, mas a dona da casa mostrou documentos comprovando a compra. Só que a pulguinha atrás da orelha ficou, porque é o cãozinho mais caro e mais visado hoje em dia. Não havia razão aparente para eles terem quatro na época".

Maior quadrilha do Estado

A 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM) mantém desde 2019 uma ação permanente no combate a crimes contra animais, batizada de Operação Arca. Por meio de denúncias, são organizadas ofensivas mirando grupos especializados.

Hoje à frente da 3ª Delegacia de Polícia (DP) de Canoas, o delegado Rodrigo Caldas tornou-se responsável pela operação que prendeu a maior quadrilha especializada na venda de cães de raça do Estado. O caso veio à tona em 2020, quando criminosos de Eldorado do Sul montaram um esquema para venda de animais da raça.

"Na época os caras roubaram 60 cães da raça de um criador. O valor era estimado em R$ 1 milhão. Conseguimos recuperar 13 e chegamos a ir até Santa Catarina procurar os outros, mas é difícil achar. Sendo um cão pequeno, é muito fácil de transportar e levar embora para qualquer lugar rapidamente".

Caldas reforça o pedido para que os donos procurem a polícia ao terem o cão roubado.

"A gente sabe que os roubos acontecem, mas não é possível identificar uma quadrilha porque os crimes não são informados".

"Não dá para deixar o cão sozinho", diz veterinária

Médica veterinária e proprietária da Animal's Dream, em Canoas, Fabiana Porto Luz aponta ouvir relatos referentes a roubos de cães de estimação. Ela lamenta escutar sobre pessoas que saem de casa para passear com os pets e acabam sendo abordadas e tendo o animal levado por assaltantes. "Escutei muito de clientes que contavam que saiu de casa com o animal na guia. O cara chegava, ameaçava e levava o pet. Um absurdo".

Os últimos relatos ouvidos pela veterinária são de cães levados enquanto brincam no pátio de casa. "Não dá para deixar o cão sozinho brincando no pátio e nem passeando sem acompanhamento. Se bobear, eles levam", avisa. "É brabo porque a relação afetiva é grande. O pet é família".

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