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Notícias | Canoas Operação contra o tráfico

Ministério Público busca criminosos em Canoas que tiravam moradores de seus apartamentos

MP-RS e a Brigada Militar desencadearam, na manhã desta sexta-feira (5), uma ofensiva combater o tráfico de drogas em um condomínio residencial do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Santo Antônio da Patrulha. Cocaína e maconha eram levadas de Canoas para serem armazenadas no local

Publicado em: 05.08.2022 às 08:55 Última atualização: 06.08.2022 às 14:49

Operação na manhã desta sexta-feira (8) foi organizada pelo MP contra o tráfico
Operação na manhã desta sexta-feira (8) foi organizada pelo MP contra o tráfico Foto: TIAGO COUTINHO/MP-RS
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e a Brigada Militar (BM) lançaram, na manhã desta sexta-feira (5), a batizada Operação Retomada, visando combater o tráfico de drogas e a associação para o tráfico de drogas em um condomínio residencial do Programa Minha Casa, Minha Vida em Santo Antônio da Patrulha. Além de armazenar drogas em apartamentos próprios e alugados, o grupo também obrigava moradores, mediante ameaça, a guardarem os entorpecentes. Há casos de pessoas que tiveram de abandonar seus apartamentos.

Dos 17 mandados de prisão, 11 são cumpridos em Santo Antônio da Patrulha, um em Canoas e cinco em penitenciárias de Charqueadas e Osório. Os 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santo Antônio da Patrulha, Canoas, Nova Santa Rita, Charqueadas e Osório. Além disso, o MP-RS pediu o bloqueio judicial de 10 apartamentos no condomínio. Um homem acabou preso no bairro Guajuviras, em Canoas. Segundo o promotor de Justiça Camilo Vargas Santana, é de conhecimento público na cidade que uma facção criminosa instalou-se no residencial composto por unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

"A partir do início das investigações, foi possível confirmar a ocorrência de traficância no local, bem como a presença e a participação neste crime de integrantes de uma facção com origem em Canoas. Além disso, constatou-se a utilização de diversas unidades habitacionais para o tráfico de drogas, com o completo desvirtuamento de sua finalidade social. A ação também atende a reclamo dos moradores do local que se sentem reféns em suas próprias casas", disse Santana.

Já o promotor João Afonso Silva Beltrame, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), justifica as prisões dizendo que “os requisitos necessários para o decreto de prisão estão presentes, uma vez que a associação dos investigados fomenta o tráfico de drogas na região, podendo inclusive gerar outros delitos autônomos como furtos e roubos praticados por usuários de entorpecentes, a fim de continuar sustendo o vício, gerando, assim, um grave abalo à ordem pública local”. Para Beltrame, “a adoção dessa medida extrema é a única forma de desarticular a associação criminosa desvelada e garantir o bom andamento da marcha processual”.

A investigação concluiu que a facção, comandada por dois irmãos recolhidos na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas, levava a droga de Canoas para estocar em residências próximas e em apartamentos dentro do condomínio. O grupo adquiriu ou alugou cerca de 20 apartamentos no residencial em Santo Antônio da Patrulha, os quais eram utilizados para moradia, fracionamento e armazenamento de drogas. A venda das drogas ocorria em frente ao condomínio, à luz do dia, e os moradores que não colaborassem com essa prática eram obrigados a deixar o local. Além disso, perpetuava a lei do silêncio, pois os moradores não se sentiam seguros em denunciar os envolvidos com o tráfico de drogas no local, por medo de represálias.

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