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Vacina de uma dose contra Covid e H1N1; veja pontos da entrevista de Doria à Rádio ABC

Governador de São Paulo falou ao programa Ponto e Contraponto; contou, também, sobre possível aliança com Leite para enfrentar um cenário com Lula e Bolsonaro em 2022

Por Jauri Belmonte
Publicado em: 13.07.2021 às 10:53 Última atualização: 13.07.2021 às 11:08

Empresário, jornalista e político. Este é João Doria, de 63 anos, governador de São Paulo. Nesta terça-feira (13), ele concedeu entrevista à Rádio ABC 103.3 FM. Durante a conversa com os jornalistas João Ávila e Cláudio Brito, no programa Ponto e Contraponto, ele falou sobre a expectativa para a vacina brasileira que pode combater Covid e Influenza com apenas uma dose e, também, as eleições de 2022 . Destacou ainda a relação com o colega de partido Eduardo Leite.

Governador de São Paulo concedeu entrevista à Rádio ABC na manhã desta terça-feira Foto: Divulgação

Uma dose contra Covid e H1N1

O governador paulista também falou sobre os avanços da vacina ButanVac. Estudos começaram na última sexta-feira (9) em Ribeirão Preto. De acordo com Doria, são testes já autorizados pela Anvisa nas etapas 1 e 2.

"Ainda haverá a etapa 3. Tudo deverá estar concluído até outubro e será uma vacina segura contra a Covid. Além disso, outro ponto positivo é que apenas com uma dose esse imunizante será eficaz, também, contra a H1N1 (Influenza). Vamos aguardar a conclusão desses estudos".

Sendo vacina brasileira, os insumos não precisarão ser importados. "Isso é um dos pontos positivos. A produção será feita aqui, com um custo muito mais baixo", explica.

 

Relação com Leite e eleições 2022

Dória, assim como Leite, é um pré-candidato à presidência da República do próximo ano. Ambos são mesmo partido, o PSDB. Questionado por Brito sobre o pleito, Dória não titubeou. Disse que, no momento, é correligionário e segue os princípios do governador Eduardo Leite. "Temos uma relação muito boa, fluída e de muitos respeito. Assim como foi quando concorri nas prévias com Bruno Covas. 

O governador resumiu a relação em: estilos diferentes, mas princípios iguais, de honestidade e respeito à democracia. Falou, ainda sobre uma 'chapa pura', com candidato e vice do mesmo partido. "Vamos enfrentar Lula e Bolsonaro. Chega de extremismos no Brasil. Mais de 20 milhões desempregados. O governo Lula o desencanto com a verdade. Um governo que usou mecanismos em nome do povo. Você não pode roubar em nome do povo. E agora a postura negacionista de Jair Bolsonaro que levou a vida de muitos brasileiros. Muitos dos que foram, poderiam estar salvos se não tivesse sido comprada cloroquina ao invés de vacinas."

"Então, aquele candidato que sair vitorioso das prévias, poderá enfrentar e ser um candidato da democracia. Não descarto contato com outros partidos que foquem na cidadania, na diversidade".  

À frente do prazo

No fim da madrugada de hoje, Doria disse ter ido ao Aeroporto de Guarulhos para receber mais 12 mil litros dos insumos para a produção da vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19. Segundo ele, essa quantidade vai atender a produção de mais de 20 milhões de doses.

São Paulo deve começar a vacinar adolescentes contra a Covid a partir de agosto. 
"Com isso, vamos para 83 milhões de doses desse imunizante entregue para a Programa Nacional de Imunização (PNI). A expectativa é chegar chegar até 100 milhões de doses entregues no fim de agosto. Ou seja, serão 30 dias a menos do prazo inicial para que pessoas sejam imunizadas com a CoronaVac."

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

 

 

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