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Notícias | Região Ensino

Volta às aulas com perspectiva de aumento na atividade presencial

Várias cidades da região retomam atividades escolares hoje

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 02.08.2021 às 03:00

Esta segunda-feira será marcada pelo fim do recesso escolar e pelo início do segundo semestre letivo nas escolas municipais da maioria das cidades da região. Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 em todo o País e a melhora nos indicadores da pandemia, os municípios esperam um aumento no número de alunos nas aulas presenciais.

Em algumas cidades, esse movimento já é percebido. Há municípios em que mais de 90% dos estudantes da rede municipal já voltaram às aulas presenciais. Em Estância Velha, por exemplo, metade dos alunos retornou no primeiro momento, em maio. Até o fim do semestre, o percentual cresceu e ficou entre 85% e 90%, de acordo com a secretaria da Educação.

A preocupação, em toda a parte, é com os prejuízos no aprendizado dos alunos em função da falta de contato com as escolas, colegas e profissionais de educação. O problema atinge principalmente os mais novos, que têm menos autonomia para acessar as tecnologias necessárias ao ensino remoto. Os alunos apresentam dificuldades na alfabetização e nas operações básicas da matemática.

A perspectiva de aumento na presencialidade aumentou depois que o Gabinete de Crise do Governo do Estado informou, na última quinta-feira, que deu parecer favorável à redução da distância entre alunos. No entanto, está sendo aguardado o decreto que regulamenta a medida. Os outros pontos ainda estão em avaliação.

Posições

Integrantes do governo federal têm defendido com bastante ênfase o retorno do ensino presencial. No dia 20 de julho, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu a volta às aulas presenciais em pronunciamento feito por meio das emissoras de rádio e tevê.

"O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impacto negativo nesta e nas futuras gerações. Não devemos privar nossos filhos do aprendizado necessário para a formação acadêmica e profissional deles", disse o ministro.

O Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, também se manifestou: "Com a pandemia, regredimos 20 anos na educação brasileira", disse Cunha, em entrevista à TV Brasil.

No retorno, o secretário defendeu ainda que as equipes escolares se preocupem mais com o acolhimento das crianças do que com a administração do conteúdo didático. "Nesse momento o apelo é que as crianças tenham acesso à educação presencial de uma forma planejada, escalonada, respeitando os protocolos de saúde, respeitando as escolhas das famílias, mas que não se prive as crianças desse direito", afirmou.

*Colaborou Bruna Mattana

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