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As lembranças de quem sofreu com o sarampo

Maria teve sarampo e coqueluche; Pedro sofreu com sarampo: eles comemoram a chegada da vacina para prevenir as doenças Reportagem: Débora Ertel

Maria Izolete Herold, 67 anos, tem viva em sua memória a lembrança de um tempo em que não havia vacinas disponíveis na rede pública e a consulta a um médico era acessível a poucos. Aos 9 anos, a filha número seis de uma família de sete irmãos teve coqueluche. Ela recorda que tinha muita tosse e falta de ar. “Minha mãe tinha que me acudir para conseguir respirar. Lembro que arrebentou uma veia no nariz e escorria muito sangue”, diz. Foram cerca de dois meses de fraqueza, dias deitadas na cama e a família apreensiva com sua situação.

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Ainda fraca, mas recuperada da coqueluche, Maria Izolete pegou sarampo cerca de seis meses depois, já com 10 anos de idade. “Tive muita febre, com muitas manchas pelo corpo. Não conseguia levantar. Depois de uns três dias foi amenizando”, conta. Segundo a comerciante que mora em Portão, era visível a preocupação da mãe em relação ao seu estado de saúde. “Ela não saía do meu lado, não tinha como trabalhar”, relata.

Nós devemos ser os responsáveis por cuidar da nossa vida e da vida dos nossos filhos.


 
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Hoje, Maria Izolete é casada, mãe de quatro filhos, tem quatro netos e guarda com cuidado sua carteirinha de vacinação. Todas as vacinas que são disponibilizadas para a sua faixa etária, a comerciante faz.
Além disso, ela salienta que sempre fez questão de levar seus filhos até o posto para receberem as vacinas. “Porque não é fácil ver um filho sofrendo, então não queria isso para os meus”, diz.

Para Maria Izolete, se as pessoas fossem responsáveis e os pais cumprissem suas obrigações, o governo não precisaria investir dinheiro em propagandas para lembrar da vacinação. “Nós devemos ser os responsáveis por cuidar da nossa vida e da vida dos nossos filhos”, ressalta.

Onde se viu ter a vacina e não querer tomar.

Pedro Mauri de Oliveira, 61 anos, lembra até hoje do sofrimento quando teve sarampo
Pedro Mauri de Oliveira, 61 anos, lembra até hoje do sofrimento quando teve sarampo Foto: Débora Ertel/GES-Especial
O pedreiro Pedro Mauri de Oliveira, 61, que realizava um conserto na casa de Maria Izolete, também teve sarampo. “Eu me lembro que fiquei muito ruim. Era muita febre. Vi gente que morreu de sarampo e pessoas que ficaram aleijadas de pólio”, conta. Oliveira avalia como negligência com os filhos o fato de que os índices de cobertura vacinal caem a cada ano. “Onde se viu ter a vacina e não querer tomar”, declara. 

O que é coqueluche?

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada por bactéria. Está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises de tosse seca. Pode atingir, também, tranqueia e brônquios. Crianças menores de seis meses podem apresentar complicações da coqueluche que, se não tratada corretamente, pode levar à morte.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral aguda e extremamente grave, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade, pessoas desnutridas e imunodeprimidas. A transmissão do vírus ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar
próximo às pessoas sem imunidade contra o sarampo.

Além disso, o contágio também pode ocorrer pela dispersão de aerossóis com partículas virais
no ar, em ambientes fechados como escolas, creches, clínicas, entre outros.


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