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20 de dezembro de 2020...

Por Geraldine Alves dos Santos
Publicado em: 19.12.2020 às 03:00

Uma data bonita de um tempo incerto. Estamos às vésperas das comemorações de Natal e de ano-novo. A sensação é como no filme O Feitiço do tempo - o dia da marmota, em que o personagem principal acorda e está sempre no mesmo dia, até conseguir entender o que deve mudar em sua vida. Parece que acabamos de ganhar os presentes, comer a ceia de Natal, em seguida fizemos a contagem regressiva de ano-novo e estamos novamente aqui. Com a sensação de que faltou algo para acontecer neste intervalo. Na verdade, cabe pensar o que faltou. Acredito que cada um tenha uma resposta diferente. Mas com certeza faltaram muitas coisas. E junto com esse sentimento de ausência, vivenciamos muitas incertezas. Foi difícil se adaptar a esse estilo de vida. "Devemos parar?" "Serão apenas 15 dias". Os 15 dias viraram meses. Que virou um semestre e que agora vira um ano.

Nem todos pararam. Muitos mantiveram as atividades com a mesma intensidade. Principalmente os que tiveram o trabalho redobrado para cuidar dos outros. Não foi fácil para ninguém mudar tantos hábitos. Usar a tecnologia foi um desafio. Conhecer tantos aplicativos de reunião para trabalhar e para matar a saudade. Rezando para a Internet funcionar bem. Mas o que dizer da máscara. Também não tem sido fácil. Mas até nisso nos reinventamos e criamos máscaras que transmitem mensagens, que mostram nosso estilo e desenvolvemos novas tecnologias. Vacinas nunca foram criadas tão rapidamente. A ambivalência da paralisação de tantas coisas e aceleração de outras.

Lembro de uma música lançada no início do ano em função da pandemia que falava sobre Calma. Sempre quisemos ter mais tempo. E ganhamos. Não da forma que queríamos. Mas vale calma para olharmos para dentro de nós mesmos como pessoas e como profissionais para vermos o que podemos mudar. Calma para respirar, pensar e agir.

Esse kit de 2020 nos levou a muitos aprendizados. Não tenho dúvida do sofrimento causado e do desejo que isso fosse apenas um pesadelo e logo acordássemos. Mas isso demonstra a constante capacidade de nos reinventarmos.

Desde que era criança me lembro dos comentários de que estávamos passando por uma crise. E assim cresci ouvindo essa palavra crise. Felizmente entendi a origem do conceito crise. Quebra. Passagem para um tempo diferente. Pode ser melhor ou pior. Mas ninguém sai igual de uma crise, seja ela individual, grupal ou mundial, da mesma forma e sem estresse.

Esperamos que 2020 possa ser considerado na história como um ano de grande crise mundial, que nos leve a algo melhor. Tantas quebras a serem feitas. Tantas reconstruções internas e externas.

Até agora aprendemos a utilizar formas novas de nos comunicar, de estudar, de nos divertir. Passamos a olhar de uma forma diferente para o convívio com nossa família e com nossa casa. Descobrimos alguns cantos para limpar, observamos alguns comportamentos que não conhecíamos de pessoas com as quais moramos. Estranho esse comentário. Mas um pouco de parada forçada nos permitiu esse olhar. Também nos permitiu repensar alguns sentimentos. Como disse, crises levam a mudanças que podem ser positivas ou negativas. A escolha pode ser nossa para aproveitar essa oportunidade como indivíduo e como sociedade.

Que apesar das perdas e do medo, essa pandemia nos ensine mais empatia e flexibilidade.

Boas festas, paz e saúde!


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