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Saúde Mental

Por Geraldine Alves dos Santos
Publicado em: 13.03.2021 às 03:00

A mídia tem divulgado muito a questão da saúde mental durante a pandemia. Sem dúvida esta é uma situação que está sendo muito prejudicada neste momento e com certeza continuará por muito tempo. Provavelmente resquícios desse adoecimento sejam encontrados nas próximas décadas, como podemos observar em situações similares ao longo da história.

Passado um ano do início dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil e aqui na nossa região, podemos vislumbrar as diferentes fases pelas quais passamos. No início o medo do desconhecido, o pânico e a insegurança. Depois passamos para a fase de descongelamento, onde nos defrontamos com a impossibilidade de voltar ao normal. Com essa constatação precisamos mudar os hábitos, criar novas possibilidades de trabalhar, estudar, socializar e de criar renda.

Os meses se passaram e ficamos muito bons em nos adaptar às dificuldades e criar estratégias para enfrentar as adversidades. Mas todo esse processo causou muitos danos emocionais que agora estamos observando. E esses danos não estão acontecendo apenas em crianças ou idosos. Todas as faixas etárias estão sofrendo, por diferentes motivos.

No ano passado a pandemia parecia algo distante, relativamente com pequeno impacto sobre o cotidiano das pessoas. Naturalmente, acompanhamos pessoas doentes, hospitalizadas e também mortes. Mas não foi tão impactante para a maioria das pessoas. E isso deu uma sensação de falsa tranquilidade. As pessoas partilharam com suas famílias as festas, viajaram e comemoraram o carnaval.

Agora estamos pagando o preço por essas ações. Algo que não se esperava. Mentira. Vários pesquisadores anunciaram a situação que estamos vivendo. Chegando quase a 2.000 mortes por dia.

Neste momento, nossa saúde mental realmente está sendo atacada. Não individualmente, mas coletivamente. Estamos passando por um trauma coletivo. As mortes estão nas nossas famílias e rede de amizades. Todo dia uma notícia triste. Esta situação está entristecendo as pessoas que estão envolvidas direta ou indiretamente.

Acabou a história da volta ao normal, ao novo normal, agora resta a tristeza pelas perdas das pessoas, da segurança, dos empregos... O estresse que estamos vivendo, principalmente os profissionais da saúde, está deixando a população cansada, exaurida de suas energias. O estresse tem sido muito prolongado e está deixando marcas profundas na saúde mental.

Neste sentido, está sendo realizado um estudo pela Universidade Feevale em parceria com a Universidade de Messina (Itália) e a Universidade de Eastern Washington (Estados Unidos), que tem o objetivo de entender como a pandemia está afetando a relação entre depressão, estresse pós-traumático e resiliência.

Para participar, responda este questionário on-line: https://forms.gle/4M3H4jyhocuGf6jH6


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