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Errar é humano, persistir no erro é...

Por Geraldine Alves dos Santos
Publicado em: 27.03.2021 às 09:00 Última atualização: 27.03.2021 às 12:35

Um ano de pandemia se completa e passamos a ter mais de 3.000 mortes por dia. Estamos tateando no escuro, mas com a lanterna desligada na mão. Sabemos o que fazer. Mas não estamos fazendo.

Obviamente todos nós precisamos trabalhar. Todos os setores da economia precisam se manter ativos. Entretanto, as atitudes individuais de isolamento, uso de máscaras e higiene não estão sendo seguidas por todos. Se as pessoas cumprissem a sua parte, todos poderiam se proteger, diminuir a rapidez do contágio, diminuir o número de pessoas que ao mesmo tempo estão chegando aos hospitais, trabalhar e manter uma rede social e de apoio. Difícil? Não...

A ideia mais forte nesta semana em que fechamos 1 ano de início da parada da vida normal, como a conhecíamos até então foi: O que aprendemos? No início da pandemia o meu lado Poliana imaginou que fosse uma oportunidade para a humanidade repensar a sua fragilidade, seus comportamentos e o valor da vida. Mas acho que quem já se preocupava passou a se preocupar mais. Enquanto quem não se preocupava não mudou nada, mantendo seus comportamentos individuais. Infelizmente parte da humanidade não sabe viver em comunidade, e mais do que isso ter empatia.

Nesse momento, a palavra que mais escrevo nas redes sociais é "meus sentimentos". Essa situação dói, porque poderia ter sido evitada. Mas mantenho a esperança que as pessoas mudem e amadureçam no desenvolvimento da compaixão por si mesmas e pelos outros. Porque outras pandemias virão e precisamos ter um legado de vivências e conhecimentos que nos auxiliem.

Por isso a nossa esperança pelo total retorno precisa ser consciente. Não adianta negar a realidade. Não adianta colocar a cabeça debaixo da terra e achar que com isso todos os problemas vão sumir. As pessoas precisam trabalhar e conviver, mas com segurança.

Chegou o momento de tomarmos consciência de nosso papel de cidadãos. E pensar como podemos conviver com outras pessoas sem disseminar os vírus. Sempre esperamos que um grande cientista venha e crie um remédio milagroso que salve a todos. Mas e o que eu posso fazer? Talvez, de maneira muito mais simples, eu possa resolver com consciência.

Quando temos uma dor de cabeça ou uma depressão, o que fazemos: tomamos um remédio. Esse é o erro. Antes de buscarmos um remédio temos que entender a origem da nossa dor. Se a encobrimos não pensamos sobre ela. É mais difícil? Claro que é! Mas se soubermos a origem de nossos problemas teremos soluções mais eficazes.

Na pandemia, comportamentos baseados na razão são os mais eficazes. Precisamos avaliar nossos comportamentos e torná-los atitudes constantes. Com vacina ou sem vacina, depende de nós a mudança.

 


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