Publicidade
Opinião Editorial

As novas bandeiras do Rio Grande do Sul

Opinião do ABC

Por Editorial
Publicado em: 01.05.2021 às 03:00 Última atualização: 01.05.2021 às 09:39

Dentro de no máximo duas semanas os gaúchos terão um novo modelo de gestão das regras de distanciamento controlado. Lançado em maio de 2020, o sistema que analisava 11 indicadores e, a partir disso, atribuía uma classificação de risco na forma de bandeira para cada região do Estado teve seu fim anunciado pelo governador Eduardo Leite (PSDB). No meio da semana ele instituiu, por decreto, um modelo de transição que mantém o Estado em bandeira vermelha até que o novo plano seja implantado.

Internamente o governo está chamando o projeto de "fase 2". E a sociedade entende que a evolução é urgente e necessária. Com caráter inovador, o Plano de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul serviu de modelo para outros Estados e foi decisivo no enfrentamento à Covid-19, especialmente no ano passado. Mas virou uma colcha de retalhos que, em certos momentos, mais confundia do que orientava o cidadão. As últimas semanas foram emblemáticas e, não por acaso, o assunto foi parar na Justiça com a discussão da volta às aulas presenciais. A comunidade científica gaúcha já vinha atestando uma crescente defasagem do plano.

É natural que um programa dessa envergadura sofra desgastes e precise ser atualizado. O que se espera da "fase 2" do distanciamento controlado é um modelo mais ágil, que acompanhe o ritmo da pandemia. Simplificar os protocolos e aprimorar a comunicação também é fundamental. De nada adianta modernizar as regras se, na outra ponta, a mensagem não é plenamente compreendida. A população não suporta mais as imprevisibilidades da pandemia e precisa de um norte claro, objetivo e eficiente, que leve em conta as demandas tanto da saúde quanto da economia. Sem isso fica difícil conquistar o apoio maciço da sociedade.

A depender da evolução do contágio, das internações e dos óbitos - em queda, mas ainda em patamar elevado -, a tendência é que as liberações e restrições fiquem em um nível semelhante ao atual. O retorno dos estudantes às salas de aula e o consequente aumento na mobilidade urbana serão um termômetro importante daqui pra frente.

A sociedade precisa ajudar de um jeito simples, mas eficiente: evitar aglomerações, usar máscara corretamente e manter a higiene das mãos. Às escolas cabe cumprir rigorosamente os protocolos sanitários e, aos governos, viabilizar a vacinação urgente de professores - se não for possível todos, ao menos os da educação infantil e anos iniciais do fundamental em um primeiro momento. A opção do ensino presencial ou híbrido - parte em casa, parte na escola - é necessária e, portanto, bem-vinda. E também é bem-vindo o novo modelo de distanciamento controlado. Avançar é preciso.


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br
Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.