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Figura materna

Por Geraldine Alves dos Santos
Publicado em: 08.05.2021 às 03:00 Última atualização: 08.05.2021 às 08:52

Neste Dia das Mães quero dirigir minhas congratulações a todas as pessoas que independente de sexo ou gênero se dedicam a cuidar de outras pessoas.

Consequentemente dedicam seu tempo e energia para cuidar de outra pessoa. Neste sentido faço a pergunta: O que é ser mãe? Eu responderia que é Cuidar. E Cuidar é oferecer amor, atenção, carinho, tempo, dedicação integral. Ser mãe não é apenas gerar uma vida. Essa parte é muito fácil diante da amplitude do cuidar.

Esse cuidar não se importa com o retorno. Pelo contrário, o verdadeiro cuidar é dar autonomia para a pessoa que é cuidada, até chegar ao ponto que ela não precise mais dos cuidados.

Ser mãe e cuidar é aprender continuamente. É buscar a cada dia ser um pouquinho melhor do que se foi no dia anterior. É sorrir. Mas também é chorar muito. Chorar por dentro ao ver seu filho sofrer, ou imaginar o seu sofrimento. Ser mãe não é a imagem das propagandas, do Facebook ou do Instagram. Ser mãe é sofrer muito. Ser mãe é padecer no paraíso. O sofrimento é inerente ao cuidado, pois é gerado pela empatia, pela capacidade de se colocar no lugar do outro e entender o sofrimento que é falado e o que é mudo.

A maternagem não traz felicidade, ela traz crescimento. Ela possibilita que a cada dia se veja a influência no outro de um elogio, de uma palavra, de um sorriso, de um sim ou de um não. Perceber o outro que não é igual a nós, que tem seus próprios desejos e modos de se constituir. Esse outro não fará o que queremos, não pensará o que pensamos, não irá pelos caminhos que sonhamos.

Talvez as escolhas dos filhos sejam piores ou melhores que as nossas. Só saberemos no futuro, sempre carregando nossos corações nas mãos. Levantando de madrugada para pensar sobre o futuro, o passado e o presente. Acordando cedo para ajudar a que levantem para a vida e estando de prontidão durante o dia para acudir em suas necessidades.

Cuidar não tem hora, nem dia... é muito mais ouvir do que falar. É dar condições para pescar, mas nunca pescar por eles. Sempre rumo à autonomia. Sofrendo com as cabeçadas dos filhos. Mas prontos para dar o colo, para juntar os pedacinhos...

A maior alegria é o dia que eles batem asas e voam para longe. Pois aí eles estão prontos. Missão cumprida. Ninho vazio. E seguir a vida.

Por isso toda pessoa que cuida de outra também deve cuidar bem de si, para estar pronta para seguir com autonomia sua própria trajetória.


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