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O Brasil está doente

Por Jackson Buonocore
Publicado em: 10.06.2021 às 09:23 Última atualização: 10.06.2021 às 09:39

As pesquisas têm indicado que sete de cada dez brasileiros avaliam que a situação do País se deteriorou, ainda mais com a pandemia do coronavírus. A saúde mental dos cidadãos está à mercê do mau humor da atual crise econômica, que gerou mais de 14 milhões de desempregados, aumentou a inflação, endividou as famílias e fechou milhares de empresas.

Além disso, a vida dos brasileiros está sendo afetada diretamente pela morte de mais de 470 mil vítimas da Covid-19. Nesse cenário, a ansiedade e a angústia tomaram proporções assustadoras, que atingem a nossa dimensão corporal e psíquica, tendo como principais sintomas: cansaço mental e físico, aceleração cardíaca, transpiração, lapso de memória ou bloqueio mental, que nos dificultam resolver os problemas básicos do cotidiano.

O consumo de álcool e de outras substâncias químicas, inclusive a incidência de suicídios, são fenômenos que vêm crescendo com o colapso sanitário e econômico. Antes tínhamos a prevalência das neuroses, que cedeu espaço aos casos de transtornos de personalidade, já que a crise nos rouba a esperança de uma vida melhor.

O Brasil adoeceu, mas precisamos reagir a essa crise política, sanitária e econômica, que fez com que a classe trabalhadora e a classe média, principais agentes econômicos e sociais, perdessem renda e emprego. Aliás, essas duas classes sociais entraram num processo de luto e dor pela perda de familiares e amigos, que foram vítimas do coronavírus.

Hoje, parece que temos a sensação de viver numa sociedade "distópica" controlada pelo um governo opressor, que cria condições de vida insuportáveis aos indivíduos que pensam diferente e impõe uma situação de desespero ao povo que, mesmo assim, tende a se tornar submisso.

No entanto, a nossa esperança é confiar nas vacinas contra a Covid-19, bem como cobrar para que elas cheguem à maioria dos brasileiros até o final do ano. Também precisamos parar de perder tempo em discutir o tal mirabolante tratamento precoce e não dar palco para maluco ficar delirando em torno de teorias negacionistas ou conspiratórias.

Portanto, diante desse contexto, é vital para a nossa saúde desacelerar a mente, acalmar o ritmo cardíaco, diminuir a hiperconectividade, dando vazão às emoções positivas que expandem a nossa consciência, pois temos fé que depois da pandemia, com a população vacinada, dias melhores virão.

Contudo, devemos apontar soluções para essa crise sanitária e econômica, que está adoecendo maioria dos brasileiros. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o exercício da crítica nos permite refletir sobre as ações e as razões das coisas que nos colocam numa crise distópica.


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