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Opinião Artigo

Percepção do tempo

Por Geraldine Alves dos Santos
Publicado em: 17.07.2021 às 03:00

Inspirada na memória do poema de Mario Quintana sobre a passagem do tempo, penso que ele realmente passa muito rápido. Ou, melhor dizendo, nós passamos muito rápido, e com muita pressa, por ele.

Quando vemos temos 5 anos, de uma hora para outra aparecem as espinhas, e logo em seguida as responsabilidades. Vida pessoal, trabalho, dinheiro. Decisões. Muitas decisões. Nem sempre muitas possibilidades de escolhas. Embarca rápido no trem senão ele vai partir e o tempo terá passado... E o relógio da vida marca cinco horas, cinco dias, cinco meses, cinco anos, cinco décadas.

Como assim? Como o tempo passou? Eu não percebi.

Vemos que as crianças crescem. Casas e prédios são construídos e derrubados. Temos lembranças de coisas que ninguém além de nós sabe. Isso, às vezes, pode ser um bom assunto para um agradável café com os amigos, mas nos faz pensar que o tempo passou. E não volta mais.

Vemos personalidades de nossa juventude morrerem. Ficaram velhas... E nós, quando ficamos velhos? Quando um belo dia olhamos no espelho e vemos nossos pais, ou quando alguém na rua nos chama de senhora ou de vó. Olhamos para trás em busca de quem está sendo chamado, mas somos nós.

Sim, o tempo passa... e "nos vamos poniendo viejos".

Isso nos faz lembrar da importância de valorizar o senhor tempo. Perceber que para nem tudo que gostaríamos teremos tempo nesta existência. Mas que precisamos aproveitar esse tempo. Saber que o tempo é infinito, mas nós não somos eternos.

O que vale a pena ser vivido neste aproveitamento do tempo de vida? Óbvio que geralmente não sabemos. Aprendemos no decorrer do tempo, com as experiências. O que parecia uma boa ideia no início da vida adulta, provavelmente não será no final da mesma. Mas o importante é estarmos sempre aprendendo e observando nossas experiências. Talvez uma tarde tomando café com os amigos seja mais importante do que uma volta ao mundo. Tudo é muito relativo.

Neste período de pandemia pudemos pensar muito sobre a vida e a morte. A fragilidade da vida. A falta de controle sobre nossas vivências. A necessidade de resiliência. A importância de desenvolvermos estratégias de adaptação às diferentes situações.

Somos arquitetos de nossas vidas e precisamos ser estratégicos para ser felizes.

 


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br
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