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Falar é a melhor solução

Por Angela Berthon
Publicado em: 13.09.2021 às 03:00 Última atualização: 13.09.2021 às 08:34

O suicídio no Brasil faz vítimas e, mesmo assim, muitas pessoas não discutem o assunto e têm medo de encarar as doenças psicológicas que, muitas vezes, levam à morte. A vergonha, o desconhecimento e o desinteresse das vítimas e de seus familiares e amigos em tratar o problema são catalisadores que precisam ser combatidos.

O principal objetivo do Setembro Amarelo é quebrar o tabu que existe envolvendo o suicídio. Doenças graves, como o câncer e a aids, já passaram por períodos nebulosos e foram combatidas através do conhecimento. Mas, para isso, foi necessário um esforço coletivo.

Eu acredito em campanhas educativas. Elas já provaram funcionar. Quebrar tabus não é fácil, mas é preciso esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção para reverter situações críticas. O problema de saúde pública alusivo no Setembro Amarelo, também foi acentuado pela pandemia.

Por isso, é preciso falar sobre suicídio e discutir a depressão abertamente. Segundo a OMS, nove em cada dez casos de suicídio poderiam ser prevenidos se a pessoa buscar ajuda e se tiver a atenção de quem está à sua volta.

Por isso, não é preciso ficar com vergonha e nem se sentir inseguro. Depressão é uma doença e, assim como você trataria uma gripe, um resfriado ou um câncer, você deve tratá-la de acordo com a orientação médica. O tratamento psiquiátrico e psicológico é fundamental. Não acredite em sinais repentinos de melhora, quem sofre com tendências suicidas deve iniciar um tratamento urgente e tomar as medicações necessárias.


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